Jeshua
Simulação de imagem a partir do original "Santo Sudário."
É assim que Gabriel RL vê Jesus.
Queridos amigos,
EU SOU Jeshua. Estou aqui à sua frente enviando-lhes a minha energia e o meu amor.
Eu gostaria de ser um apoio para vocês, nestes tempos desafiadores.
Esta
época de transição na Terra traz muitas coisas antigas à superfície.
Antigas energias emergem de tempos que há muito já se foram, tempos em
que vocês estavam encarnados e tiveram vidas nas quais experienciaram
muitas coisas. Todas essas antigas camadas estão vindo agora à
superfície.
Hoje
eu gostaria de falar sobre esses tempos antigos, para levá-los a uma
compreensão mais profunda de si mesmos, de quem vocês são aqui e agora.
Vocês são seres muito antigos, que carregam consigo muita experiência.
Vocês fizeram muitas viagens através do tempo e do espaço, e não apenas
no planeta Terra.
Por
favor, permitam que eu os leve de volta ao começo. Nunca houve um
começo, mas para facilitar esta história, vou falar de um começo no
tempo, pois houve um ponto inicial no longo ciclo de encarnações, no
qual vocês agora estão presos.
Estou
levando-os para a época do seu nascimento como almas individuais, cada
um como um “Eu” separado. A individualidade, que hoje é tão familiar
para vocês, era um fenômeno totalmente novo no universo. Ser separado e
individual lhes permite reunir uma infinidade de experiências… e ilusões
também. Mas isto não torna essa experiência menos valiosa. É justamente
sendo um “Eu”, sendo separado do todo, e experienciando as ilusões que
fazem parte disso, que vocês podem descobrir o que não é. Vocês podem
descobrir uma ilusão e vivenciá-la de dentro para fora. Antes, isto não
era possível. Antes, havia o Um e nada fora dele, como um oceano
indiferenciado de amor e unidade. Então, como seria possível
experienciar o medo e a ignorância ali dentro?
Ao
serem vulneráveis e propensos à ilusão, vocês reuniram uma enorme
quantidade de experiência, que os capacitou a entender realmente o que a
unidade significa, o que o amor significa, no nível da experiência.
Vocês vão entender o que é o amor, não como um conceito abstrato, mas
como uma força viva, criativa, que os movimenta e preenche os seus
corações e espíritos com uma profunda sensação de alegria e satisfação.
O final e a meta da sua jornada, a chegada ao Lar, pela qual vocês
tanto anseiam é que cada um seja “Deus-como-você-é”, para experienciar a
unidade como um “Eu”. Vocês não querem desistir da sua individualidade,
pois é através da conexão do seu “Eu” com o todo, que cada um de vocês
experiencia a alegria mais profunda e acrescenta o seu selo energético
único a toda a criação. “Deus-como-você-é” acrescenta algo de novo e
precioso à criação.
Peço-lhes
que voltem para o tempo em que esse “ser um Eu” tomou forma pela
primeira vez. Naquele momento, vocês eram ou foram criados como anjos.
Podem vocês sentir a ternura e inocência daquela energia original,
daquele começo distante em que vocês foram “moldados” pela primeira vez,
daquele momento em que vocês conheceram a “forma”? De repente vocês se
transformaram em um “você”, distinto e separado dos outros que estavam à
sua volta, e vocês experienciaram o milagre de ser um indivíduo. Vocês
ainda estavam tão próximos da fonte de luz divina, que foram preenchidos
com amor, transbordando alegria e criatividade. Havia um desejo
incrível em vocês de experimentar, de saber, de sentir e de criar. Por
favor, voltem-se para dentro de si mesmos por um instante, e vejam se
podem sentir a verdade disto: que cada um de vocês é um anjo, no mais
profundo do seu ser...
Agora
vou dar um salto grande no tempo, pois só posso descrever-lhes esta
história extensa em linhas gerais. Levo-os ao começo do planeta Terra.
Vocês estavam presentes ali, vocês são mais antigos do que a existência
da Terra como um planeta físico. O seu nascimento como consciência
individual imaculada aconteceu muito antes da origem da Terra.
Agora
imaginem que vocês estavam contribuindo para o desenvolvimento da vida
na Terra. Lentamente, a vida evoluía na Terra, através da presença de
elementos materiais que ofereciam uma ampla variedade de possibilidades
para a consciência encarnar em formas ou corpos materiais: minerais,
plantas e, mais tarde, animais. E vocês estavam profundamente envolvidos
nesse processo de criação. Como?
Vocês
eram os anjos e devas que sustentavam e alimentavam o reino vegetal,
que conheciam intimamente a “rede da vida” na Terra e gostavam muito
dela. Vocês inclusive sustentaram as formas animais com amor, cuidados e
nutrição etérica.
As
lembranças que vocês carregam dentro de si do “paraíso” ou Jardim do
Éden, de uma natureza perfeitamente equilibrada na qual vocês
participaram cuidando e mantendo a vida, vêm de uma era muito antiga.
Vocês ainda não estavam encarnados então, mas estavam pairando entre os
reinos etérico e físico. Vocês estavam prestes a nascer na matéria.
Lembrem-se
da inocência daquela época, lembrem-se como era ser uma
consciência-anjo-deva e como vocês amavam profundamente a Terra e todas
as manifestações de vida que existiam aqui. Sintam o aspecto infantil da
sua consciência naqueles tempos. Vocês eram como crianças brincando no
paraíso, sempre prontos para a aventura, divertindo-se por ali, rindo,
vivenciando a alegria e expressando-se livremente num ambiente seguro.
Apesar do seu espírito brincalhão, vocês tinham uma grande admiração
pelas leis que regiam a vida e jamais pensariam em tratar as formas de
vida com nada menos do que um profundo carinho e respeito.
Então,
num certo sentido, vocês foram os pais da vida na Terra. Isto explica
porque vocês podem ficar totalmente chocados com os distúrbios causados à
natureza pelas tecnologias modernas, e com o abuso em geral das forças
da natureza. Por que isso os atinge? Porque vocês cuidaram com carinho e
alimentaram estas energias desde o começo. Na sua essência, vocês estão
conectados com elas, com a Terra e suas diversas formas de vida, como
um pai ou uma mãe está conectado com seu filho, e como o criador com a
sua criação. E naqueles tempos, quando vocês eram anjos nutrindo a vida
na Terra, vocês não sabiam porque estavam fazendo isso. Vocês agiam como
crianças que se sentiam atraídas pelo chamado de mais uma aventura,
pela emoção da novidade, e vocês se deixavam simplesmente guiar por
aquilo que os fizesse sentir alegria e empolgação. Vocês colocavam sua
energia onde quer que ela se sentisse bem vinda.
Assim,
vocês ajudaram a criar o paraíso na Terra: o esplendor da vida, a
abundância dos reinos animal e vegetal, a diversidade das formas de vida
e o desenvolvimento irrestrito de tudo isso.
Por favor, mantenham esta imagem por um momento… lembrem-se quem vocês são.
Mesmo
que lhes pareça grandioso demais, quando eu lhes digo isto,
simplesmente permitam-se fantasiar que vocês foram parte disso, que
vocês estavam presentes como anjos no Jardim da Vida, brincalhões,
inocentes, nutrindo e cuidando com carinho da vida.
FORA DO PARAÍSO – A PRIMEIRA QUEDA PARA DENTRO DA EXPERIÊNCIA
Muitos
acontecimentos foram se desenvolvendo na Terra durante milhões de anos,
que são difíceis de serem descritos em um resumo. Mas, num certo
momento, a sua maravilhosa aventura no Jardim do Éden foi perturbada por
influências externas, que podem ser classificadas como “ruins” ou
“escuras”.
Alguns
seres de outras dimensões do universo começaram a se intrometer na
Terra. Seu propósito era exercer poder e influência sobre a vida na
Terra. Este acontecimento – esta interferência de energias escuras e
poderosas que, do seu ponto de vista, surgiram do nada – chocou
profundamente os seus seres angélicos. Vocês não estavam preparados.
Este era o seu primeiro contato com o “mal” e sacudiu seu mundo nas suas
bases. Pela primeira vez, vocês experimentaram o que é não mais se
sentir seguro. Vocês ficaram conhecendo as “emoções humanas”: medo,
choque, raiva, frustração, tristeza, indignação: “O que é isto? O que
está acontecendo aqui?!”
Sintam
como as sombras caíram sobre vocês nesse primeiro encontro com a
escuridão, com o lado escuro da dualidade. Lentamente, o intenso desejo
de poder, que tanto os havia chocado e horrorizado, começou a tomar
posse de vocês próprios. Isto porque vocês começaram a sentir indignação
e revolta contra os atacantes e queriam se defender e proteger a Terra
contra essa estranha invasão.
Estou
falando de uma influência extraterrestre, de uma certa raça, por assim
dizer, cuja origem não importa muito para a nossa estória. O que importa
é que vocês absorveram parcialmente a energia desses seres e assim
criaram a queda. Não estou falando da Queda bíblica, já que esta está
associada a pecado e culpa, mas da queda para dentro da experiência,
para dentro da escuridão, a qual, num certo sentido, estava
“predestinada” a acontecer, pois vocês faziam parte da dualidade. Ao se
tornarem um “Eu”, ao experienciarem a separação do todo, as sementes da
dualidade foram criadas dentro de vocês. Faz parte da lógica da criação
que vocês explorem todos os extremos da dualidade, uma vez que estejam
nela.
Aos
poucos vocês mesmos foram se tornando guerreiros, pois desejavam o
poder para proteger o seu “território”. Seguiu-se, então, um novo
estágio na sua história, no qual vocês se envolveram em várias guerras e
lutas galácticas. Por favor, parem um minuto para sentir este
acontecimento, a queda do anjo-criança na energia ríspida e zangada do
guerreiro galáctico. Estamos falando de longos períodos de tempo. O fato
de vocês terem passado por tudo isso pode lhes parecer grandioso e
insondável, mas eu lhes peço que permitam que a sua imaginação viaje
comigo um pouco.
Vocês
se envolveram numa batalha grande e violenta. Parte da literatura de
ficção científica, que lhes é familiar, descreve tudo isto e, na
verdade, foi inspirada em acontecimentos reais de um passado distante.
Não é mera ficção. Muitas dessas coisas realmente aconteceram e vocês se
envolveram profundamente nisso. Vocês se perderam numa luta de poder
durante esse estágio da sua história e experienciaram totalmente a
energia do ego.
Já falei sobre isto antes na série Trabalhadores da Luz (Veja aqui a série: http://www.sementesdasestrelas.com.br/2014/12/jeshua-trabalhadores-da-luz-parte-1.html) e agora quero dar mais um salto enorme e contar-lhes qual foi o estágio importante que se seguiu.
Depois
de muito tempo, vocês se cansaram de lutar. Vocês já tinham tido o
suficiente. Estavam ficando tristes e enjoados de batalhas, e uma
espécie de saudades de casa começou a entrar furtivamente em seus
corações. Já fazia muito tempo que vocês viviam obcecados pelas guerras e
conflitos nos quais se envolveram. A ilusão do poder pode exercer uma
influência hipnótica sobre uma mente ingênua e inexperiente. Vocês eram
ingênuos e inexperientes quando vivenciaram sua primeira queda para
dentro da escuridão.
Mas
então, num certo momento, houve um despertar dentro de vocês. Uma vaga
lembrança dos antigos dias no Paraíso agitou-se em suas mentes e
corações, relembrando-os da alegria e inocência que uma vez vocês
conheceram. Então desejaram voltar para lá e não quiseram mais lutar.
Pode-se dizer que vocês experimentaram tão completamente as energias do
ego, que elas se esgotaram em vocês. Vocês tinham conhecido todos os
lados da batalha, toda a gama de emoções ligadas à vitória e à perda, ao
controle e à entrega, ao assassínio e à escravidão. Vocês tinham ficado
desiludidos com o poder e tinham descoberto que ele não lhes dava o que
havia lhes prometido: amor, felicidade, satisfação. Vocês acordaram do
seu sono hipnótico e ansiavam por algo novo.
Quando
vocês tentaram se elevar acima da energia da luta e conectar-se com a
energia do coração, vocês se tornaram novamente ingênuos e
“inexperientes”. Eram como crianças que espiavam por cima do muro de um
novo país, no qual nem o poder nem a luta eram as forças dominantes, mas
sim o amor e a conexão. Vocês seguiram o chamado da sua alma e pularam o
muro. E começaram a se encontrar novamente e a reconhecer uns aos
outros como almas afins, membros da mesma família. Uma vez vocês haviam
brincado juntos como anjos no Jardim do Éden.
Os
membros da família de trabalhadores da luz, que faziam parte da mesma
onda de nascimento de almas, olharam uns para os outros novamente e
sentiram-se atraídos para um chamado comum, uma missão compartilhada.
Vocês sabiam que tinham que fazer alguma coisa para dar o passo
principal em direção à consciência do coração, para que a volta ao
Paraíso realmente se concretizasse para vocês. Sentiram que tinham que
lidar com Terra de novo mas, desta vez, como seres humanos, encarnados
em corpos humanos, para experienciar de dentro o que havia acontecido
com a Terra devido às guerras galácticas e ao abuso do poder.
Na
sua luta pelo poder, a Terra tinha sempre sido o ponto focal de
atenção. Muitos partidos galácticos batalharam pelo domínio da Terra e
isto afetou negativamente não só a Terra, mas também toda a vida que
nela existia e a alma coletiva da humanidade em evolução. O motivo de a
Terra ser um alvo tão importante para todos esses partidos guerreiros
não é tão fácil de explicar. Colocando-se de uma forma bem resumida, a
Terra é o ponto de partida para algo novo: é um lugar que reúne muitas
dimensões e realidades e, portanto, constitui um ponto de encontro de
estradas que levam ao futuro. Inúmeras energias se encontram e se
misturam na Terra – dentro dos reinos vegetal, animal e, principalmente,
humano. Isto é algo muito especial. Quando essas energias puderem
coexistir em paz, isso criará uma enorme explosão de luz através de todo
o cosmos. É por isso que a Terra está desempenhando um papel chave e
foi por isso que ela esteve no centro de uma grande Batalha.
Uma
vez vocês tomaram parte nessa batalha, como atacantes, tentando
manipular a vida e a consciência na Terra de uma forma bastante
agressiva. Isto causou danos ao desenvolvimento do ser humano. Naquela
época, a humanidade estava no seu estágio infantil, no “estágio da
inocência”. A humanidade era “habitada” por almas de uma onda de
nascimentos diferente da de vocês. Nós as chamamos de “almas
terrestres”, na Série Trabalhadores da Luz. Era um grupo de almas mais
jovens que vocês, que haviam se manifestado na Terra havia pouco tempo e
tiveram que lidar com as manipulações extraterrestres, que reduziram as
capacidades do ser humano. As forças extraterrestres projetaram
energias de medo e inferioridade na jovem consciência do homem, o que
permitiu que elas adquirissem controle sobre ela.
Volto
agora à sua decisão de encarnar na Terra como seres humanos. Vocês
tinham dois motivos. Primeiro, sentiam que estavam prontos para mudança e
transformação internas. Vocês desejavam se libertar da atitude
batalhadora do ego e crescer em direção a uma nova forma de “ser”. Vocês
não sabiam o que isso significava exatamente; ainda não podiam entender
isso totalmente, mas sentiam que a encarnação na Terra lhes ofereceria
justamente os desafios e possibilidades que vocês precisavam.
Em
segundo lugar, vocês sabiam que precisavam compensar as coisas que
aconteceram na Terra, em parte devido à sua ação. De alguma forma,
sentiam que originalmente vocês tinham uma profunda ligação com a Terra,
baseada no amor e respeito mútuo, e que isso se corrompeu quando vocês
se deixaram enredar pela guerra e batalhas por esta mesma Terra. Os seus
dois extremos – o anjo-criança e o guerreiro endurecido – tinham que
ser unidos e transformados. E que lugar poderia ser mais adequado para
isso do que a Terra? Vocês sentiam uma grande conexão com este planeta
e, inclusive, uma “obrigação cármica” de melhorar as condições na Terra.
Desejavam mudar e elevar o estado de consciência na Terra. Então vocês
se transformaram em “trabalhadores da luz”.
Vocês encarnaram na Terra no tempo da Atlântida
ATLÂNTIDA – A SEGUNDA QUEDA PARA DENTRO DA EXPERIÊNCIA.
A
Atlântida foi uma civilização situada num tempo muito anterior às eras
históricas que vocês conhecem. Ela tomou forma gradualmente por volta de
100.000 anos atrás e terminou cerca de 10.000 anos atrás. Os seus
primórdios são até anteriores a 100.000 anos. A Atlântida evoluiu
gradualmente quando as raças extraterrestres começaram a “invadir” a
Terra, encarnando em corpos humanos. Essas almas geralmente tinham um
alto nível de desenvolvimento mental. Naquele tempo, as sociedades e
comunidades da Terra eram amplamente constituídas de almas terrestres, e
eram “sociedades primitivas”, como vocês as chamam.
Mesmo
antes da Atlântida, havia muitas influências extraterrestres na Terra,
de reinos galácticos que enviavam formas-pensamento para a Terra de
diferentes maneiras. Formas-pensamento são energias que se conectam aos
humanos no nível etérico ou áurico, e assim influenciam os pensamentos e
emoções das pessoas. Isto acontece constantemente, quando vocês
absorvem idéias e crenças da sua educação e sociedade. Elas os envolvem
como uma teia infecciosa. Mas isto também acontece com os “níveis
astrais” que os rodeiam. As formas-pensamento que foram projetadas em
vocês pelos guerreiros galácticos eram, em geral, controladoras e
manipuladores, mas também existiam influências de luz e delicadeza. É o
próprio ser humano que decide o que ele vai e o que ele não vai permitir
que entre nele. Em um certo momento, os partidos galácticos desejaram
ter uma influência mais profunda sobre a Terra e houve a oportunidade
para eles verdadeiramente habitarem corpos humanos ou, em resumo, para
encarnar na Terra. O Espírito ou a Luz abriu essa possibilidade para
eles, porque era apropriada para o seu caminho interior de
desenvolvimento. Vocês estavam nesses partidos. Na sua literatura
espiritual, os povos que provêm desses reinos galácticos são, com
freqüência, chamados de “povo das estrelas” ou “sementes estelares”.
A
Atlântida foi o resultado de uma união, uma mistura entre as sociedades
de nativos da Terra e o influxo de almas que vieram “de fora”. Vocês,
da onda de almas de trabalhadores da luz, encarnaram na Terra porque
desejavam criar mudança e progresso e porque vocês mesmos queriam
evoluir de uma consciência baseada no ego para uma consciência baseada
no coração.
Quando
vocês chegaram, no começo lhes pareceu constrangedor e desconfortável
estar dentro de corpos humanos. Viver dentro de uma matéria tão densa
dava-lhes uma sensação de opressão e aprisionamento, pois estavam
acostumados com corpos muito mais fluidos e voláteis, que possuíam mais
poder psíquico. Nas freqüências ou dimensões mais elevadas (menos
materiais ou densas), a sua psique tem uma influência muito maior no
ambiente material. Nesses planos, vocês podem criar ou atrair as coisas
que querem para vocês, simplesmente pensando nelas ou desejando-as. A
mente de vocês estava acostumada a criar muito mais rápido do que era
possível na Terra. Pode-se dizer que o tempo de reação na Terra é muito
mais lento. Então, quando vocês vêm aqui pela primeira vez, vocês têm a
impressão de que estão trancados dentro de um corpo sólido e inflexível e
sentem-se inseguros, pois o que vocês desejam e aspiram não se
materializa mais com tanta facilidade, e o seu domínio sobre a vida e as
circunstâncias parece muito limitado.
Então,
vocês ficaram confusos quando chegaram aqui. Ao mesmo tempo, tinham
habilidades mentais altamente treinadas, que vocês haviam desenvolvido
durante as suas vidas galácticas passadas. Enviar formas-pensamento e
projetá-las dentro de outros seres vivos requer bastante poder psíquico.
A mente de vocês era como um conjunto de facas afiadas, que precisava
provar o seu valor em um ambiente totalmente diferente. Suas capacidades
mentais treinadas eram uma antiga aquisição e, devido à sensação de
alienação e opressão que vocês experimentavam na Terra, vocês tentavam
instintivamente adaptar-se aqui usando essa sua aquisição antiga. Assim,
vocês começaram a usar seus poderes mentais na Terra. Originalmente, a
sua intenção era conectar com a realidade da Terra a partir do coração.
Antes de encarnar, vocês sabiam que, apesar dos seus formidáveis poderes
analíticos e psíquicos, os terrenos dos seus corações estavam sem
cultivo e precisavam de sementes, de pequenos brotos de luz. Mas, vocês
se esqueceram disso quando mergulharam na realidade da Terra e a sua
consciência ficou velada.
Na
Terra, vocês tinham que lidar com almas terrenas, que viviam aqui como
seres humanos, e vocês não os entendiam muito bem. Vocês achavam que
eles eram seres instintivos e bárbaros. Vocês não entendiam a sua forma
espontânea, direta, de expressar suas emoções. Eles eram primitivos aos
seus olhos, eles viviam sintonizados com suas emoções e instintos mais
do que às suas mentes. Vocês tinham habilidades e talentos diferentes da
índole natural do povo da Terra.
Embora
vocês freqüentemente nascessem de pais que eram almas terrenas, e
fossem criados por eles, aos poucos acabava se desenvolvendo uma divisão
social entre vocês e eles. Devido às suas capacidades mentais
superiores, vocês desenvolveram tecnologias que eram desconhecidas
anteriormente. Tudo isto aconteceu devagar e naturalmente. Estamos
falando de um período de mais de mil anos, de até dez mil anos.
Sem
entrar em detalhes desse processo, eu gostaria de lhes pedir que
sentissem a essência do que aconteceu nesse período. Vocês podem
imaginar que fizeram parte disso? Podem imaginar como deve ter sido
chegar num lugar onde vocês não se sentiam verdadeiramente à vontade,
sabendo que havia algo que vocês tinham planejado fazer ali, mas não
sabiam o que era? – “Vamos ver…” – vocês diziam a si mesmos – “Eu tenho
certas habilidades e poderes à minha disposição… isso me diferencia dos
outros do meu ambiente… Vou usar esses talentos para me impor.” Vocês
reconhecem este tipo de orgulho e ambição dentro de vocês? Vocês se
lembram que eles eram seus? Esta é uma energia tipicamente atlante.
Pouco
a pouco, uma nova cultura nasceu na Terra – uma civilização que criou
um desenvolvimento tecnológico sem precedentes, que afetou todas as
porções da sociedade. Gostaria de falar um pouco mais sobre o tipo de
tecnologia que evoluiu na Atlântida. O que vocês, como ‘pessoas das
estrelas’, ainda lembravam claramente apesar do véu do esquecimento, era
que vocês podiam influenciar a realidade material usando o poder da sua
mente, especificamente do terceiro olho. O terceiro olho é o centro de
energia (chacra) da intuição e da consciência psíquica, e localiza-se
atrás dos seus dois olhos físicos.
O
poder do terceiro olho ainda lhes era muito familiar naquelas primeiras
encarnações, como se fosse uma segunda natureza da sua alma. Vocês
sabiam “como ele funcionava”. Sabiam que a matéria (realidade física)
tem uma forma de consciência, é consciência em um determinado estado de
ser. Através desta percepção essencial da unidade entre consciência e
matéria, vocês podiam afetar e formar matéria, fazendo um contato
interno com a consciência que existe em um pedaço de matéria. Desta
forma, vocês podiam literalmente mover e manipular a matéria com a
mente. Vocês conheciam um segredo que foi esquecido nas épocas mais
recentes.
Atualmente,
vocês vêem a matéria (realidade física) como separada da consciência (a
mente). Por influência da ciência moderna, vocês se esqueceram que
todos os seres têm alma; tudo o que existe tem uma forma de consciência
com a qual vocês podem se conectar e cooperar de um modo criativo. Esse
conhecimento era incontestável para vocês, naqueles tempos antigos. Mas,
durante a época da Atlântida, quando o centro dos seus corações ainda
não estava totalmente aberto, o seu terceiro olho era controlado
predominantemente pelo seu centro da vontade ou ego (o plexo solar ou
terceiro chacra). Vocês estavam no limiar de uma nova realidade, a
realidade da consciência baseada no coração, mas devido ao choque de
terem submergido na realidade densa da Terra, suas inspirações sensíveis
e puras ficaram temporariamente perdidas. Vocês se deixaram levar pelo
uso excessivo da vontade misturada com o poder do terceiro olho. Vocês
aspiravam a melhorar as coisas em larga escala (fazer o “trabalho da
luz”), mas faziam isso de uma forma autocentrada, com uma atitude
autoritária em relação às almas e às naturezas da Terra.
No
apogeu da Atlântida, havia inúmeras possibilidades e a tecnologia era
muito avançada, até mais avançada do que a sua tecnologia atual em
algumas áreas, porque o poder da telepatia e da manipulação psíquica era
compreendido e usado muito melhor. Podia haver uma comunicação
telepática instantânea entre pessoas que estavam a grandes distâncias
umas das outras. Era possível deixar conscientemente o corpo e viajar
por aí. A comunicação com civilizações extraterrestres era buscada e
alcançada.
Muitas
coisas se tornaram possíveis no tempo da Atlântida, mas muitas coisas
deram errado também. Geralmente havia uma divisão entre a elite
político-espiritual e as “pessoas comuns”, constituídas
predominantemente por almas terrenas. Elas eram vistas como seres
inferiores, meios para um fim, e eram realmente usadas para experimentos
genéticos que faziam parte da ambição atlante de manipular a vida no
nível biológico, para que se pudessem criar mais formas de vida
superior.
Um
aspecto positivo da sociedade atlante era a igualdade entre homens e
mulheres durante essa época. A luta pelo poder entre o homem e a mulher,
na qual a mulher foi terrivelmente oprimida durante o último período,
não foi parte da Atlântida. A energia feminina era totalmente
respeitada, no mínimo por ela estar diretamente relacionada com o poder
do terceiro olho (intuição, clarividência, poder espiritual).
Agora
quero levá-los à queda da Atlântida. Nessa época havia energias em
ação, com as quais vocês ainda estão tentando lidar. Vocês se envolveram
profundamente com o que deu errado naquele estágio.
Na
Atlântida, vocês viviam a partir do centro da vontade e do terceiro
olho. A energia do seu coração não se abriu significativamente. Em um
certo ponto, vocês se apaixonaram pelas possibilidades da sua própria
tecnologia e pela ambição de criar novas formas de vida superior. Vocês
aplicaram a engenharia genética e criaram inúmeras formas de vida, e
eram incapazes de entender, de sentir, que com isso estavam
desrespeitando a Vida. As pessoas que vocês usavam para suas
experiências não podiam contar com a sua empatia nem compaixão.
A
energia presente nesse estágio de perversão, especificamente na
civilização atlante, voltou no século XX como o regime nazista na
Alemanha. Experimentos cruéis e uma atitude geral de frieza clínica para
com as “formas inferiores de vida” foram partes substanciais desse
regime. A falta de compaixão e empatia demonstradas para com os
assassinados, a falta de emoção e o modo mecânico de “lidar” com as
vítimas, eram semelhantes à atitude dos atlantes. Isto os enche de um
profundo horror agora. Vocês viram e sentiram o outro lado disso, o lado
da vítima, em encarnações que vieram depois da Atlântida.
Mas,
na época da Atlântida, vocês foram os agressores. Foi daí que resultou
um determinado “carma”. A Atlântida é a chave para as suas “encarnações
infratoras”, o seu lado escuro. Estou lhes contando isto, não para
fazê-los se sentirem envergonhados ou culpados. De jeito nenhum! Nós
todos somos parte desta história, assumindo vários papéis e disfarces,
pois isto é que é viver na dualidade. É vivenciar e assumir todos os
papéis imagináveis, desde os mais luminosos até os mais sombrios. Se
vocês se permitirem conhecer o seu lado sombrio, se puderem aceitar que
também fizeram o papel de agressores, vocês ficarão mais equilibrados,
livres e contentes. É por isso que eu lhes estou contando isto.
Num
certo ponto, o desenvolvimento tecnológico que vocês – e outros grupos
de almas – alcançaram teve um impacto tão grande sobre a natureza, que
os sistemas ecológicos da Terra se romperam.. A queda da Atlântida não
aconteceu de uma só vez. Houve muitos sinais de aviso – sinais da
natureza – mas como eles não foram levados em conta, aconteceram enormes
desastres naturais, através dos quais a civilização atlante foi
inundada e destruída.
Como
isto afetou vocês, no nível interno? Foi uma experiência chocante, uma
experiência traumática; foi uma outra Queda, a segunda Queda da
Experiência para dentro das profundezas.
Durante
as suas encarnações na Terra, vocês acabaram perdendo a conexão que
buscavam com o coração. Depois da queda da Atlântida, vocês perceberam –
mais intensamente do que nunca – que a verdade não era para ser
encontrada no controle da vida, mesmo que o propósito parecesse nobre.
Então vocês realmente começaram a se abrir para a silenciosa voz do
coração, que lhes diz que existe uma sabedoria trabalhando através da
própria Vida, que não precisa de nenhuma manipulação nem controle. No
fluxo da própria vida, no fluxo do coração e dos sentimentos, existe uma
sabedoria com a qual vocês podem se sintonizar, ou se alinhar, ouvindo e
se entregando. Não é uma sabedoria criada pela cabeça nem pela vontade;
é uma sabedoria que vem de aceitar a voz do amor, de uma perspectiva
mais elevada.
Aos
poucos vocês começaram a sentir este conhecimento místico, que vinha de
dentro de vocês e que era acompanhado por um sentido de humildade e
entrega. Mas, mesmo assim, o tempo ainda não estava maduro para um
alegre despertar das energias do coração. Uma sombra havia caído sobre
vocês durante a época da Atlântida, a sombra de terem afetado
negativamente outros seres. Vocês teriam que sentir e experienciar
profundamente os efeitos disso, antes que o despertar pudesse acontecer.
Mais
uma vez vou dar um passo enorme na história antiga, e vou levá-los ao
momento em que vocês voltam à Terra, depois da Atlântida ter
desaparecido, arrastada pelas ondas do oceano. Mais uma vez vocês
encarnaram em corpos humanos, com a lembrança da Atlântida enterrada
profundamente na memória das suas almas, ligada a uma sensação de
vergonha e falta de confiança em si mesmos. A queda da Atlântida havia
chocado-os e deixado-os perplexos, mas também tinha aberto um pouco mais
os seus corações.
Que desenvolvimento imenso teve lugar nesse enorme intervalo de tempo!
REJEIÇÃO COMO TRABALHADOR DA LUZ – A TERCEIRA QUEDA PARA DENTRO DA EXPERIÊNCIA.
O
próximo período importante começou com a vinda da energia de Cristo à
Terra, mais visivelmente representada por mim. Muitos de vocês estavam
presentes naquela época ou por volta desse tempo. Poucos séculos antes
do meu nascimento, vocês começaram a encarnar outra vez em grande
número. Uma voz, que vinha dos seus corações, atraia-os, convocava-os.
Vocês sentiam que “tinham que estar lá”, que era o momento de darem mais
um passo na sua jornada espiritual, que estava tão entrelaçada com a
Terra.
A
vinda da energia de Cristo, a minha vinda à Terra, foi parcialmente
preparada por vocês. Eu não poderia ter vindo sem uma camada de energia
presente na Terra para me receber, para me “acolher”, por assim dizer. A
sua energia providenciou o canal através do qual eu poderia ancorar a
energia Crística na Terra. Foi verdadeiramente um esforço conjunto. Seus
corações se abriram para mim, para aquilo que eu representava. Naquela
época, vocês eram a parte da humanidade que estava mais aberta para
receber o amor e a sabedoria a partir do coração.
Dentro
de vocês havia surgido uma certa humildade, no melhor sentido da
palavra: uma entrega ao não-saber, sem querer controlar ou “manipular”
as coisas, e uma abertura genuína para algo novo, algo que não fazia
parte do poder nem do controle, algo diferente. E por causa dessa
confiança e abertura em seus corações, vocês puderam me receber.
Eu
fui como um raio de luz caindo sobre a Terra, fazendo com que aqueles
que estavam prontos se lembrassem da sua natureza angélica, da sua
essência divina. Vocês se comoveram comigo, com aquilo que eu expressava
e irradiava para vocês a partir da minha essência interna, e assim a
energia Crística afetou-os profundamente naquela encarnação ao redor do
Cristo e nas encarnações seguintes, até hoje. Em todas essas vidas,
vocês tentaram trazer a energia Crística para a Terra, e disseminá-la
através de várias formas de ensinar e curar. Vocês foram trabalhadores
da luz inspirados e apaixonados, que trabalharam duro para trazer mais
justiça, lealdade e amor para este planeta.
Naquela
época, na era do despertar da energia Crística, vocês foram aqueles que
se opuseram às religiões muito rigidamente organizadas, às formas
autoritárias de subjugar as pessoas. Vocês lutaram pela liberdade, pela
emancipação da energia feminina, por valores baseados no coração, numa
época em que as pessoas mal tinham consciência disso tudo. Nos últimos
200 anos, vocês foram os que lutaram pela liberdade e foram rejeitados e
perseguidos por causa disso. Foram castigados e torturados por causa do
que vocês eram, e freqüentemente acabavam na fogueira ou na forca.
Vocês carregam muitos traumas emocionais dessa fase da história.
Nas
lutas e resistência que vocês enfrentaram, estava agindo o carma
atlante (e galáctico). Os papéis tinham se invertido. Vocês tornaram-se
vítimas e passaram pelas profundezas da solidão, do medo e do desespero.
Ficaram intimamente familiarizados com a profunda dor emocional da
rejeição. Esta foi a sua terceira Queda, a terceira Queda para dentro da
Experiência, e aquela que os levou para o âmago da sua missão:
compreender a unidade subjacente tanto à Luz quanto à Escuridão,
aprender o que o Amor realmente significa. Esta terceira Queda trouxe-os
para o presente, para aquele que vocês são hoje.
Hoje,
às beiras de um novo ciclo, nestes tempos transformadores, vocês estão
verdadeiramente abertos para a energia Crística. Nos seus corações está
brotando uma sabedoria que abraça e transcende os opostos e reconhece o
fluxo divino único em todas as diferentes manifestações. Seu amor não é
um mero conhecimento abstrato, mas um fluxo real, puro e sincero que vem
do coração e se estende para os outros e para a Terra. Agora vocês se
reconhecem no semblante dos outros, sejam eles “luz” ou “escuridão”,
ricos ou pobres, trabalhadores da luz ou almas terrenas, homem, animal
ou planta. O amor embutido na consciência Crística forma a ponte sobre o
abismo entre os opostos e lhes dá um sentido palpável da interconexão
entre tudo que existe.
Uma
vez, quando vocês eram anjos, vocês vigiavam e cuidavam do paraíso na
Terra. Vocês se desprenderam desse estado de inocência, quando se
engajaram na dança pelo poder com as energias que queriam roubar o
paraíso de vocês. Desta forma, vocês abandonaram o reino espiritual e
encarnaram mais profundamente na realidade material de forma e ilusão.
De anjos, vocês se transformaram em guerreiros. Quando encarnaram na
Terra e foram experimentar como era ser um humano, vocês foram novamente
tentados pelo desejo de controlar as coisas e isso os levou à queda da
Atlântida e de vocês mesmos como guerreiros. Vocês voltaram à Terra para
experienciar o outro lado do jogo do poder, para sentir como era ser
uma presa da agressão e da violência. As conseqüências desta última
parte do ciclo ainda estão claramente presentes na forma em que vocês
experienciam as coisas, e todos vocês estão trabalhando duro para
superar o trauma da rejeição que existe no seu íntimo. Com isto, vocês
estão fechando o ciclo no ponto onde ele começou. Vocês voltaram à sua
verdadeira natureza como anjos, mas agora como anjos totalmente
encarnados, com um conhecimento real e vivo dos extremos da luz e das
trevas, do amor e do medo. Cada um de vocês é um anjo sábio e
compreensivo, um anjo humano…
Tenho
um grande respeito por vocês, pela incrível jornada que vocês
empreenderam. Eu me coloco diante de vocês agora, como um igual. Estou
aqui como um professor e guia, mas também como um irmão e amigo. Eu
gostaria de lhes oferecer o meu amor e amizade, não de uma forma
abstrata, mas como uma energia tangível de companheirismo e compreensão.
Eu sei quem vocês são. Agora, reconheçam-se no meu semblante.
Vocês
estão no final de um grande ciclo de eras, no qual passaram por muitas
experiências. Hoje eu quis falar sobre a Atlântida, porque o
reconhecimento das energias que vocês incorporaram lá pode ajudá-los a
alcançar um estado de integridade e paz consigo mesmos. A energia
atlante é uma energia de grande poder mental, combinada com um orgulho e
arrogância característicos. Ousem reconhecer esta “energia sombria”
dentro de vocês, ousem aceitar que vocês experimentaram e viveram isto
uma vez. Sintam que vocês foram infratores e agressores assim como
vítimas. Ao permitirem que este fato faça parte da sua consciência,
vocês abrem o portal para a maior sabedoria que vocês podem abraçar na
sua vida: a sabedoria do não-julgamento. Ao se conscientizarem do seu
lado “escuro”, vocês deixam de julgar se os outros estão certos ou
errados, ou até de julgar a si mesmos. Todos os motivos para julgamento
caem por terra. O julgamento dá lugar à compreensão e à compaixão. Então
vocês realmente começam a entender o que é o amor, e o que significa
“trabalho da luz”. De fato o termo “trabalho da luz” sugere que existe
algum tipo de luta entre a luz e as trevas, e que o trabalhador da luz é
aquele que está lutando contra as trevas. Mas o verdadeiro trabalho da
luz não é nada disso. O verdadeiro trabalho da luz implica em ser capaz
de reconhecer a luz do amor e da consciência em tudo o que existe, mesmo
que isso esteja escondido atrás de máscaras de ódio e agressão.
Freqüentemente
vocês ainda ficam tentados a fazer julgamentos sobre a realidade da
Terra, como por exemplo, sobre a forma em que os políticos trabalham ou
em que as pessoas estão tratando o meio ambiente. É fácil dizer que tudo
está errado e se sentir um estranho no planeta Terra, alienado e sem
lar. Quando isso acontecer, tentem fazer contato com a energia do
infrator dentro de vocês. Permitam-se acessar a energia atlante que
ainda existe na memória das suas almas, e sintam que vocês também já
foram isso, e inclusive que isso estava bem. Todas as suas “quedas para
dentro da experiência” finalmente fizeram com que vocês fechassem um
círculo e abrissem seus corações para a essência da criação de Deus:
amor, criatividade e inocência. Você, que experienciou os extremos das
trevas e da luz, foi, durante toda a sua jornada, nada menos do que a
criança inocente do paraíso, partindo com um espírito de sinceridade,
arrojada curiosidade e entusiasmo pela vida. Nessa jornada, você só
podia aprender pela experiência. As “quedas para dentro da experiência”
não poderiam ter sido evitadas, pois eram os meios para que você
alcançasse algo novo, que trouxesse mais satisfação. A essência da sua
jornada é que você alcança a sabedoria através da experiência. Portanto,
por favor reconheça e respeite a coragem desse anjo-criança que você
foi. Veja a vitalidade, coragem e perseverança que você mostrou ao se
aventurar no desconhecido, e então sinta a sua própria inocência, mesmo
no seu lado mais sombrio.
Eu
lhe peço para respeitar a si mesmo, inclusive o seu lado escuro. Sinta
apenas o poder e a autoconsciência da energia atlante por alguns
instantes. Existe um lado positivo nela também. Você foi talentoso de
muitas formas. Convide esta energia para entrar, aqui e agora. Permita
que a sensação de auto-estima e autodomínio voltem a você e perdoe-se
pelas atrocidades que aconteceram no passado. Sim, você infligiu dor aos
outros, você foi o agressor lá… mas sinta também como você veio a se
arrepender profundamente disso, e o quanto você se abriu agora para o
respeito genuíno por tudo o que vive. Quando você perdoa a si mesmo,
você se abre para a alegria de se liberar o julgamento. Veja que a
conseqüência é esta: se você reconhece a sua parte sombria e é capaz de
se perdoar por isso, você não precisa mais julgar nem a si mesmo nem aos
outros. Isto é um grande prazer para a sua alma!
Com
muita freqüência vocês ainda se atormentam com os seus julgamentos.
Vocês dizem a si mesmos que ainda têm muitas coisas para realizar. Hoje,
eu lhes peço que olhem para trás e vejam tudo que já realizaram. Tomem
consciência da profundidade da sua jornada através desses grandes ciclos
de eras. E não me olhem mais de baixo para cima, como se eu fosse um
mestre. Eu fiz esse papel há dois mil anos atrás, mas esse tempo passou.
Vocês são os Cristos desta nova era, vocês trarão paz para um mundo de
dualidade e polaridade, irradiando a paz que está dentro dos seus
próprios corações. Sintam como vocês estão prontos para esse papel e
deixem-me simplesmente oferecer- lhes algum apoio e encorajamento como
seu amigo e irmão. Nós somos um.
Canal: Pamela Kribbe
Fontes:

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