04.04.2016
Como
é a vida após a morte? A principal diferença entre este mundo e o
outro é que após a morte o mundo exterior é um reflexo direto do
nosso mundo interior. Na Terra, isso não é tão óbvio. As pessoas
que estão cheias de ódio e raiva podem estar cercadas pela beleza e
abundância, enquanto as pessoas sensíveis e evoluídas podem estar
vagando por cortiços desolados. Na vida após a morte, o nosso
ambiente reflete a extensão em que estamos em contato com o nosso
sol interior. Quanto mais amor, verdade e beleza nós mantemos em
nosso interior, mais radiante e brilhante é o nosso ambiente.
O
sol interior é o que somos em nossa essência: é a parte eterna,
atemporal de nós mesmos. No momento da nossa morte, começamos a
viagem de volta para esta parte mais profunda. Para entender como é
esta jornada, você pode imaginar a terra cercada por dois reinos: a
esfera astral e a esfera espiritual. Essas esferas são divididos em
muitas sub-esferas. A esfera espiritual é a esfera de nossa origem,
o domínio da nossa alma. É uma esfera de atemporalidade, unidade,
luz, beleza e amor sem fim. Tudo o que é de maior valor nos humanos
encontra sua origem lá. Este é o lugar onde a nossa alma habita; é
o nosso lar. Nós nunca realmente deixamos esta esfera espiritual.
Nós ainda estamos lá. Quando morremos, começamos o que
experienciamos como uma viagem de volta a aquele lugar. Mas,
essencialmente, é um processo de nos tornarmos conscientes de quem
realmente somos: um despertar do sonho da vida terrena.
Este despertar leva tempo. Não podemos simplesmente deixar de lado todas as ilusões e sentimentos sombrios, sobre o ser humano, e sobre o universo que acumulamos na Terra. Nós nos tornamos identificados com a nossa personalidade terrena e esta identificação pode persistir obstinadamente. Nossas ilusões e identificações são refletidas pela atmosfera astral em que chegamos após a nossa morte.
A
ESFERA ASTRAL
Após
a morte, o ser humano é livre; livre para retornar à esfera
espiritual de sua origem, livre para criar a sua própria realidade.
Mas esta liberdade é também uma armadilha, porque muitas pessoas
não têm liberdade interior. Elas se trancaram em crenças firmes
sobre como a vida funciona, o que é bom e o que é ruim, e o que irá
acontecer após a morte. E há outros que não estão subjugados a
crenças, mas por sentimentos e desejos, tais como vícios, ou
sentimentos de raiva ou inferioridade.
A
maioria dos pensamentos e fantasias humanas tem a sua origem no medo.
Todos esses pensamentos e fantasias baseadas no medo criam um estado
interior que, após a morte, traduz-se na forma exterior da esfera
astral. Por conseguinte, a esfera astral é amplamente baseada no
medo e na falsidade, enquanto a esfera espiritual é baseada no amor
e na verdade. Mas porque as pessoas não percebem que seus
pensamentos são refletidos exteriormente na esfera astral, elas
acreditam que os seus pensamentos sejam verdadeiros. Esta é a grande
armadilha da esfera astral: as pessoas permanecem firmemente
convencidas das falsas crenças, porque elas vêem essas crenças
confirmadas em torno delas.
Após
a sua morte, as pessoas podem, geralmente seguir quatro caminhos
associados a quatro sub-regiões da esfera astral.
1
– O CAMINHO DA ALMA
Este
caminho é seguido por cada ser humano que experienciou o contato
claro com a sua alma em determinados momentos durante a sua vida.
Estes são os momentos em que você se sente realmente vivo e
inspirado. Você sente a alegria e um sentido de propósito; você
sabe quem você é, e o que você quer fazer com sua vida. Você
sente amor pela vida na terra e por seus companheiros humanos, e sabe
que o universo é essencialmente bom. Se você experienciou isto, às
vezes durante a sua vida, esse sentimento só se torna mais forte
após a morte. Na vida após a morte, começa um processo de
crescimento, durante o qual você gradualmente se torna um com a sua
alma: você experiencia isto como uma continuação de se tornar
mais quem você realmente é. Seus medos terrestres e
ansiedades desaparecem e abrem espaço para a felicidade e os
insights. Enquanto a sua luz interior aumenta, o ambiente torna-se
também mais bonito. Você se eleva através das esferas até que
finalmente termina na esfera espiritual, a esfera da alma que não
pode ser descrita com palavras e não pode ser compreendida com a
mente humana.
O
reino da esfera astral, onde a sua jornada começa, pode ser chamada
de Terra de veraneio. Assemelha-se a belas áreas de terra, mas ainda
muito mais paradisíaca. Felizmente, existem mais e mais pessoas que
seguem este caminho. É o caminho que está aberto a todos os que
estão envolvidos no desenvolvimento da consciência, a todos aqueles
que estão dispostos a evoluir e aprender. Este caminho é para quem
não se tornou preso a crenças rígidas e sentimentos negativos. Na
verdade, está aberto a todo ser humano que ainda seja capaz de rir
de si mesmo.
2
– O CAMINHO DA PERSONALIDADE
Pessoas
que permitem que as suas vidas sejam dirigidas por eventos externos e
impulsos, seguem este caminho. Elas não são certamente más
pessoas, mas não ouvem a voz de sua alma, e em vez disto, vivem de
acordo com o que a sociedade exige delas. Elas não têm opiniões
rígidas e as suas vidas são geralmente vividas de uma forma
discreta. Após a morte, elas entram na esfera astral em um ambiente
muito similar ao seu ambiente terrestre. Ele é referido como a “área
realista” da esfera astral, porque é muito semelhante à Terra.
Algumas cidades terrestres são encontradas lá, quase inteiramente
intactas, exceto pelos muitos edifícios antigos que desapareceram da
Terra, mas que ainda lá existem. Em geral, este reino é belo:
paisagens verdes, cheias de cidades e aldeias amistosas. Pessoas que
aí terminam, muitas vezes, não percebem que elas estão mortas,
porque tudo parece muito com a Terra, e porque elas não mantêm uma
crença de uma vida após a morte.
No
entanto, existem guias presentes, que, gradualmente, tentam abrir
essas pessoas para o espiritual. Muitas vezes isso acontece com
sucesso, porque as pessoas que vêm aqui são geralmente não
dogmáticas sobre suas crenças. Normalmente, as pessoas que vivem em
áreas rurais são mais fáceis de serem alcançadas pelos guias do
que as pessoas que vivem nas cidades. As ilusões da realidade
material são mais fortes nas cidades.
A
estadia neste reino, eventualmente, chega ao fim. Ou uma conexão com
a alma é feita e a personalidade se eleva para a esfera espiritual,
ou a alma toma a decisão de encarnar novamente e a energia desta
personalidade é levada a uma próxima vida. O afastamento da esfera
astral, às vezes, é chamado de "a segunda morte".
Entidades mais elevadas explicam à personalidade que o momento agora
chegou de dizer adeus a sua existência atual. Ele ou ela assume a
sua partida com um extenso ritual de despedida aos seus amigos,
sabendo que eles irão se encontrar mais uma vez. Às vezes, essa
saída é experimentada como uma tragédia pela personalidade; isto é
devido ao fato de que ele ou ela ainda não possui uma boa conexão
com a sua alma. Eles, então, irão se entregar ao feixe de luz vindo
de sua alma, que constitui a semente de uma nova encarnação.
3
– O CAMINHO DA ILUSÃO
Este
caminho é, com frequência, seguido por pessoas que não têm uma
boa conexão com a sua alma, mas que têm crenças religiosas muito
fortes. Pense nos fundamentalistas religiosos, por exemplo. São
pessoas com uma visão fortemente dualista, estão convencidos de que
estão certos e consideram todos que não concordam com eles como
ruins ou perdidos. Quanto mais uma crença estiver baseada no medo,
mais fortes e deterministas e dualistas são os pontos de vista que
se seguiram. Depois que elas morrem, tais pessoas terminam em um céu
que é exatamente da maneira que elas imaginaram. Mas porque o
contato com a alma está perdido aí, estas pessoas se tornam ainda
mais infelizes. Na Terra, elas eram também infelizes, mas ainda
tinham a ilusão de que as coisas no céu seriam diferentes.
Este
reino é, muitas vezes, chamado de “falso céu”. É uma das
regiões inferiores da esfera astral. Porque as pessoas aqui estão
muito fortemente convencidas de que elas estão certas, elas são
difíceis de serem alcançadas pelos guias. Deixe-me dar um exemplo
disto: Em alguns círculos Cristãos, acredita-se que após a morte
nós não iremos imediatamente para o céu, mas que esperaremos na
sepultura até o último julgamento. Como resultado, os “cemitérios”
podem ser encontrados na esfera astral onde os falecidos em sua forma
astral, permanecem em seus túmulos. É claro, eles se sentem
infelizes. Os guias que querem ajudá-los são vistos como demônios
que querem convencê-los a ir para o inferno.
Na
esfera astral, há muitos destes tipos de “céus” resultantes de
todos os tipos de crenças rígidas. Lá, as pessoas se sentem
extremamente infelizes, mas, no entanto, recusam-se a abrir mão de
suas crenças. Elas experienciam cada tentativa amorosa de ajudá-las
como tentações do demônio. Elas estão, muitas vezes, preocupadas
de que elas sejam ruins, porque elas estão infelizes e não se
atrevem a admitir isto abertamente.
Com
frequência, acontece que líderes surgem em tais céus astrais –
estes são pessoas falecidas que foram, e ainda são, totalmente
absorvidas em seus papéis e, por exemplo, acreditam que elas são o
Cristo, ou outro grande mestre. Além disto, eles são também
considerados como tal por outros em seu céu. O líder de uma seita,
que durante a sua vida terrestre foi considerado como um mestre
iluminado, com frequência, continua o seu papel após a morte. Por
este reino se encontrar mais próximo à Terra, em termos de
vibração, os videntes e mediuns, muitas vezes, assimilam energias e
informações deste reino. É uma fonte de muitas profecias falsas e
informações canalizadas equivocadas.
A
informação que se espalha a partir destes “céus”, é, com
frequência, muito dualista, moralista, com julgamento e cheio de
terríveis previsões, que não se revelam verdadeiras. As palavras
dos “mestres” desta esfera são uma reflexo de sua própria
personalidade sem alma. Infelizmente, há muitas pessoas na Terra que
são pegos nas armadilhas desses professores, porque o poder desta
esfera da ilusão sobre a humanidade ainda é muito grande. Mas no
final, será sempre o caso que a verdade conduz à felicidade e a
falsidade à ilusão; a verdade tem mais poder e acabará por
prevalecer. No entanto, pode levar um longo tempo para que as pessoas
tomem consciência disto, especialmente se elas estão no plano
astral, onde você é livre para criar tanta ilusão quanto queira.
No entanto, as pessoas acabarão por querer saber como suas crenças
podem ser verdade, uma vez que parecem causar tanta infelicidade.
Elas, então, começarão a duvidar de suas crenças e dogmas
queridos, assim, no final, a sua voz interior suave irá prevalecer
sobre seus delírios. E quando isso acontece, o caminho de volta para
a luz começa.
4.
O CAMINHO DA SOLIDÃO
Então,
há pessoas que não estão sobrecarregados por ideias fixas e
falsas, mas sim por sentimentos negativos: ódio, raiva,
ressentimento. Elas, muitas vezes, têm causado aos outros seres
humanos grave dor e sofrimento. Alguém que tenha rejeitado a sua luz
interior durante a vida encontra-se em uma parte da esfera astral que
é escura e solitária. Porque a luz, o que traz beleza e harmonia,
está faltando ali, as pessoas, às vezes, assumem formas
monstruosas. Ainda assim, porque tudo aqui é tão escuro e
miserável, a redenção também é possível. Se você só tem
monstros e escuridão em torno de você, é claro que algo está
errado. As emoções negativas que o ocuparam, eventualmente, começam
a perder o seu poder, porque elas só causam mais escuridão.
Aos
poucos, o insight vem que todos os tipos de coisas que pareciam tão
importantes durante a vida terrena, como poder, dinheiro, bens e
prestígio, não possuem nenhuma luz neles. A pequena luz que estava
lá agora se torna mais evidente. As pessoas se lembram de um único
momento bonito de sua vida terrena: uma palavra amável, uma bela
flor. Elas começam a reavaliar essas coisas, e ao fazerem isso, é
criada uma abertura: essas pessoas tornam-se acessíveis aos guias. O
longo caminho de volta pode começar. Muitas vezes, uma escolha para
uma nova vida na Terra é feita: a vida que aponta o caminho para
mais luz interior.
PUNIÇÃO
E KARMA
Nosso
pensamento sobre a morte, e o que vem depois, é ainda frequentemente
determinado por conceitos, tais como punição e carma. Em quase
todas as culturas, a ideia existe de uma autoridade superior que
pune. Se somos ruins, terminamos no inferno ou temos que enfrentar um
pesado carma. Geralmente, estas ideias são criadas por governantes
terrestres que querem manter o seu poder e que são contra todas as
formas de liberdade. Muitas vezes, a sua doutrina assume esta forma:
"Nós fomos colocados acima de você por Deus e se você não
puder aceitar isso e não atender às nossas regras, Deus irá
castigá-lo com o inferno eterno." Ou algo mais sutil:. "Fomos
virtuosos em uma vida anterior e é por isso que somos agora ricos e
poderosos, você foi ruim em uma vida passada e é por isso que
você é agora pobre e infeliz. Mas se você aceitar
pacientemente o papel que lhe foi atribuído, as coisas serão
melhores em sua próxima vida."
O
que sempre funciona melhor, pelo menos a partir do ponto de vista
deste dirigente, é causar o medo nas pessoas sobre as suas
tendências naturais: a sexualidade, por exemplo. O objetivo é
convencer as pessoas que elas são ruins e se sentem culpadas é
fácil serem mantidas sob controle por uma organização que alega
ter um monopólio sobre a verdade. Se você puder levar as pessoas a
um estado em que elas acham que são más, e elas acreditarem que
você é o seu Redentor, você terá poder sobre elas. Em comparação
a estas idéias, o ateísmo é – a partir de um ponto de vista
espiritual – um enorme passo à frente.
No
universo, não existe tal coisa como uma figura de autoridade que
impõe penalidades. Não um Deus que pune, nem Senhores do carma que
nos enviam a uma vida infeliz. Mas as ações têm consequências.
Quando no inverno se congela, e eu estou fora sem um casaco, então
eu fico com frio. Isto não é uma punição, mas um resultado de
minha ação.
A
cada vez que ferimos um ser humano durante as nossas vidas, nós
afastamos um pouco mais a luz do nosso sol interior. Este sol
interior não é somente responsável pela nossa luz interior e
nossos sentimentos de beleza, bondade e verdade, ele também nos
conecta com o sol interior dos outros e com o sol interior do próprio
universo. Ferir o outro é dizer “não” à unidade interior da
vida. É dizer “não” a nossa alma e, também, dizer “não” a
nós mesmos. O resultado é uma profunda solidão e um vazio interior
que é preenchido por sentimentos negativos. Nos olhos de um
criminoso – especialmente se ele nunca esteve antes em um tribunal
– nós nunca vemos a alegria ou a felicidade. Isto não é uma
punição, mas um resultado direto das escolhas que ele fez. Ele
simplesmente disse “não” a sua fonte interior de alegria e
felicidade.
Após
a morte, esta escuridão interior é refletida na esfera astral
circundante. No reino astral, o exterior reflete o interior, muito
diretamente. Quando não há luz interior, não há também luz
exterior. Para uma pessoa de fora, pode parecer como se as pessoas
que lá vivem estão sendo punidas pela sua vida na Terra, mas visto
do interior, não há praticamente nenhuma mudança. Estas pessoas se
sentem vazias e infelizes na Terra e agora elas ainda se sentem
assim. A única diferença é que elas são agora diretamente
confrontadas com a sua escuridão interior, através de um ambiente
externo que fielmente a espelha.
O
CAMINHO DE VOLTA PARA A LUZ
O
caminho de volta para a luz vem do desejo pela luz. Mesmo um ser
humano envolvido na mais profunda escuridão nunca está
completamente separado da sua alma. Ainda há fragmentos de memórias
de beleza e felicidade. Aos poucos, a compreensão emerge que a
violência e o poder não são a maneira de descobrir a luz, mas sim
afastá-la. O amor não pode ser atingido com força. Todas essas
pequenas memórias agora formam as sementes de um crescente desejo
pela felicidade, amor e beleza; o seu mundo interior se suaviza e a
pessoa se tornará acessível aos guias. Estes guias começam a lhe
explicar que o caminho de volta para a luz pode ser encontrado
através da compaixão, amor e gentileza.
No
entanto, quanto mais nos desviamos de nossa fonte interior, maior
será o caminho de volta. O que é exatamente este caminho de
retorno? É uma jornada de recordação e de descoberta de quem
realmente somos, até que toda a falsidade é liberada e substituída
pela verdade. Em sua essência, a falsidade significa divisão: a
crença de que o universo está separado em um número infinito de
partes – pequenos egos – todos os quais estão em conflito, um
com o outro. A falsidade é a idéia de uma luta de "todos
contra todos", em que a compreensão da unidade interna por trás
de todas as coisas se perdeu completamente. Qual é a solução para
essa divisão? É compreender todos esses egos do nível interior e
começar a aceitar todas as partes contra as quais mais lutamos. Por
exemplo, uma pessoa que tenha discriminado pessoas de uma raça
diferente irá escolher viver uma vida em que eles sofrem
discriminação. Desta forma, a sua compreensão irá evoluir. O
resultado é, finalmente, a percepção de que todos os "egos"
separados estão conectados. Em seguida, o amor e a luz da alma
começam a fluir novamente.
A
escolha de ter certas experiências na Terra é tomada pela alma.
Quando a consciência da personalidade terrestre ainda está muito
longe da alma, as escolhas da alma serão experimentadas como uma
espécie de poder que vem www.sementesdasestrelas.com.brdo exterior: Deus ou karma. Mas o Carma é,
em última análise, nada mais do que as lições que a consciência
precisa a fim de crescer, e essas lições são escolhidas pela
própria alma. Todos os tipos dos chamados ensinamentos espirituais
que se esforçam por eliminar o seu carma, queimando-o, por exemplo,
não fazem sentido. O objetivo do Carma é o de curar e restaurar a
conexão com a sua alma. Assim que você abrir a sua luz interior,
para quem você realmente é, o seu Carma termina: a lição foi
aprendida.
Uma
vez tive uma cliente, uma mulher que se agarrou a uma relação que a
fez muito infeliz, porque ela pensou que este era o seu carma. Mas
quando eu entrei em sintonia com a sua alma, eu senti que o universo
- sua alma - queria ensinar-lhe que ela tinha de se defender. Ela
achou que ela tinha que suportar o seu sofrimento com paciência,
quando, na realidade, era o seu propósito o de se defender e obter
um divórcio. Uma vez que ela fez isso, ela tinha resolvido seu
karma. O objetivo do "carma" é, portanto, nunca nos fazer
sofrer, mas nos fazer crescer. O sofrimento surge apenas quando
resistimos a esse crescimento. Se resistimos a fazer escolhas que
apoiam o nosso crescimento e bem-estar, o sofrimento que
experimentamos parece inútil, e é isso que o sofrimento é,
essencialmente.
Quando
a nossa consciência aumenta, compreendemos gradualmente que a nossa
resistência ao que a vida nos oferece é o verdadeiro problema. Em
vez do carma, começamos a reconhecer os nossos desafios como o
propósito de nossa própria alma. Percebemos que as experiências
difíceis não estão aí para nos causar sofrimento ou para nos
sacrificarmos, mas, sim, para nos tornar conscientes de quem
realmente somos e restaurarmos o nosso sentido de interligação de
tudo. Na próxima fase, em que a consciência coincide ainda mais com
a alma, tudo o que lhe acontece em sua vida é visto como o seu
próprio livre arbítrio. Sua jornada de volta à luz está quase
completa.
Autor:
Gerrit Gielen
Fonte 1: www.jeshua.net
Fonte 2: www.sementesdasestrelas.com.br
Tradução:
Vera Corrêa - veracorrea46@ig.com.br
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